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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O que são vitaminas



As vitaminas são nutrientes importantes para o nosso organismo. São de extrema importância para o bom funcionamento do nosso organismo, principalmente, porque ajuda a evitar muitas doenças.
Elas não são produzidas pelo organismo e, portanto, devem ser adquiridas através da ingestão de alimentos (frutas, verduras, legumes, carnes etc). A falta de vitaminas pode acarretar em diversas doenças(avitaminoses). Elas podem ser de dois tipos: hidrossolúveis (solúveis em água e absorvidas pelo intestino) e lipossolúveis (solúveis em gorduras e absorvidas pelo intestino com a ajuda dos sais biliares produzidos pelo fígado).

Vitaminas
FontesDoenças provocadas pela carência (avitaminoses)Funções no organismo
Afígado de aves, animais e cenouraproblemas de visão, secura da pele, diminuição de glóbulos vermelhos, formação de cálculos renaiscombate radicais livres, formação dos ossos, pele; funções da retina
Dóleo de peixe, fígado, gema de ovosraquitismo e osteoporoseregulação do cálcio do sangue e dos ossos
Everduras, azeite e vegetaisdificuldades visuais e alterações neurológicasatua como agente antioxidante.
Kfígado e verduras de folhas verdes, abacatedeficiência na coagulação do sangue, hemorragias.atua na coagulação do sangue, previne osteoporose, ativa a osteocalcina (importante proteína dos ossos).
B1cereais, carnes, verduras, levedo de cervejaberibériatua no metabolismo energético dos açúcares
B2leites, carnes, verdurasinflamações na língua, anemias, seborréiaatua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema nervoso.
B5fígado, cogumelos, milho, abacate, ovos, leite, vegetaisfadigas, cãibras musculares, insôniametabolismo de proteínas, gorduras e açúcares
B6carnes, frutas, verduras e cereaisseborréia, anemia, distúrbios de crescimentocrescimento, proteção celular, metabolismo de gorduras e proteínas, produção de hormônios
B12fígado, carnesanemia perniciosaformação de hemácias e multiplicação celular
Claranja, limão, abacaxi, kiwi, acerola, morango, brócolis, melão, mangaescorbutoatua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino.
Hnoz, amêndoa, castanha, lêvedo de cerveja, leite, gema de ovo, arroz integraleczemas, exaustão, dores musculares, dermatitemetabolismo de gorduras, 
M ou B9cogumelos, hortaliças verdesanemia megaloblástica, doenças do tubo neuralmetabolismo dos aminoácidos, formação das hemácias e tecidos nervosos
PP ou B3ervilha, amendoim, fava, peixe, feijão, fígadoinsônia, dor de cabeça, dermatite, diarréia, depressãomanutenção da pele, proteção do fígado, regula a taxa de colesterol no sangue 

domingo, 1 de maio de 2011

TONTURA - VERTIGEM - "LABIRINTITE"

O que é?
Tontura é o termo que representa genericamente todas as manifestações de desequilíbrio.

As tonturas estão entre os sintomas mais freqüentes em todo o mundo e são de origem labiríntica em 85% dos casos. Mais raramente, as tonturas podem ser de origem visual, neurológica ou psíquica.

Vertigem é um tipo particular de tontura, caracterizando-se por um sensação de rotação.

Labirintite é uma enfermidade de rara ocorrência, caracterizada por uma infecção ou inflamação no labirinto. O termo é utilizado de forma equivocada para designar todas as doenças do labirinto.

Existem dezenas de doenças e/ou distúrbios labirínticos e cada uma delas tem características próprias que exigem formas especiais de tratamento.

Como é?

A maioria das pessoas usa a palavra tontura para descrever a sua perturbação do equilíbrio corporal. Outras descrevem essa perturbação como atordoamento, sensação de “cabeça leve”, entontecimento, estonteamento, impressão de queda, instabilidade, sensação de flutuação, de estar caminhando em cima de um colchão, tonteira ou, ainda, zonzeira.

A vertigem é o tipo mais freqüente de tontura. O paciente sente-se girando no meio ambiente ou o ambiente gira a sua volta.

As crises mais fortes de tontura podem ser acompanhadas de náuses, vômitos, suor, palidez e sensação de desmaio.

Muitos pacientes com tontura também podem referir outros sintomas como ruídos no ouvido ou na cabeça (zumbido, zoada, tinido, tinitus), diminuição da audição, dificuldade para entender, desconforto a sons mais intensos, perda de memória, dificuldade de concentração, fadiga física e mental. Isso é devido às interrelações entre o sistema do equilíbrio com a audição e outras funções do sistema nervoso central.





A figura mostra o ouvido externo (canal do ouvido, tímpano), ouvido médio (com os ossículos martelo, bigorna, estribo) tuba auditiva, ouvido interno ou labirinto (aparelho vestibular, vestíbulo, cóclea, nervo vestibular, nervo coclear), cérebro.



Labirinto – O que é?

O labirinto, também conhecido como ouvido interno, congrega as funções da audição e do equilíbrio. Fica encrustado no osso temporal, um dos ossos do nosso crânio.

A palavra labirinto lembra uma estrutura complexa e elaborada. Assim, quando os anatomistas clássicos começaram a estudar o osso temporal, perceberam que havia tantas estruturas, tantos pequensos orifícios, tantas estruturas ósseas diferentes, que o nome labirinto foi a escolha lógica.

A parte anterior do labirinto, chamada de cóclea, está relacionada coma a audição. A parte posterior, formada por um conjunto de três canais, chamados de canais semicirculares, está relacionada com o equilíbrio.

A estrutura que liga a cóclea ao aparelho vestibular é chamada de vestíbulo (o “hall” de entrada do labirinto).

Dentro do labirinto ósseo existe um labirinto membranáceo, imerso em um líquido chamado perilinfa. No vestíbulo, o labirinto membranaáceo divide-se em duas pequenas bolsas: o utrículo e o sáculo. O labirinto membranáceo é preenchido por um líquido, a endolinfa.

As informações sobre o equilíbrio e a audição chegam ao cérebro através dos nervos vestibular e coclear, respectivamente.

Labirintopatias ou Vestibulopatias

As doenças do labirinto são popularmente conhecidas como “labirintites”, uma denominação errônea porque uma infecção ou inflamação do labirinto, como sugere o sufixo-ite, são de rara ocorrência. Os termos labirintopatias (para designar as afecções do ouvido interno ou labirinto) ou vestibulopatias (para designar as afecções que acometem qualquer parte do sistema vestibular ou sistema de equilíbrio) são mais adequadas.

Vestibulopatias periféricas são as que acometem o sistema vestibular periférico, constituído pelos canais semicirculares, utrículo, sáculo e o nervo vestibular (oitavo por craniano). Cerca de 85% das vestibulopatias são de origem periférica.

Vestibulopatias centrais são as que lesam estruturas vestibulares no sistema nervoso central.

Equilíbrio – Como é Mantido?

A manutenção do equilíbrio corporal é uma função extremamente complexa e envolve diversos órgãos e sistemas.

Os principais sensores do sistema do equilíbrio estão no labirinto, nos olhos, na pele e nos músculos e articulações.

O labirinto informa sobre a direção dos movimentos da cabeça e do corpo (para cima, para baixo, de um lado para o outro, para frente, para trás e rotações).

Os olhos informam sobre a posição do corpo no espaço, a pele informa sobre qual parte do corpo que está em contato com uma superfície e os músculos e articulações (sistema proprioceptivo) informam sobre os movimentos e quais as partes do corpo que estão envolvidas com eles.

O sistema labiríntico é a central de informações, que recolhe os impulsos de todos os sensores eo sistema nervoso central as recebe para serem analisadas. As informações recebidas devem ser coerentes. A chegada de informações conflitantes pode resultar em tontura e enjôo até que o sistema se habitue a esta nova realidade.

Tontura é doença?

Tontura não é doença, e sim um sintoma que pode surgir em numerosas doenças. Tontura é uma sinal de alerta, de alarme de que algo não está bem no organismo.

Depois de dor de cabeça, tontura parece ser o sintoma a mais comum em consultórios médicos. Estima-se que cerca de 42% dos adultos queixam-se de tontura em alguma época de suas vidas.

Os diferentes tipos de tontura podem ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum em idosos. O sexo feminino parece ser o mais acometido.

As tonturas podem afetar de diferentes modos a qualidade de vida. Podem ser leves, moderadas ou intensas, esporádicas, freqüentes ou constantes e, além da desconfortável sensação de perturbação do equilíbrio corporal, podem vir acompanhadas de prejuízo da memória, dificuldade para entender, fadiga física e mental, dificuldade para ler e escrever.

A insegurança física gera insegurança psíquica, o que pode ocasionar ansiedade, depressão e pânico.

As causas

O desequilíbrio corporal pode ocorrer por apresentar alterações funcionais originadas nas diversas estruturas do sistema vestibular (vestibulopatias primárias) ou determinadas por problemas clínicos à distância em outros órgãos ou sistemas, que podem afetá-lo de diferentes maneiras (vestibulopatias secundárias).

Numerosas são as causas de vestibulopatias primárias e secundárias:





traumatismos de cabeça e pescoço

infecções (por bactérias ou vírus)

drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool, maconha, anticoncepcionais, sedativos, tranqüilizantes, antidepressivos, antiinflamatórios, antibióticos, etc.)

erros alimentares

tumores

envelhecimento

distúrbios vasculares (hiper ou hipotensão arterial, arteriosclerose)

doenças metabólicas – endócrinas (hipercolesterolemia, hiper ou hipoglicemia, hiper ou hipoinsulinemia, hiper ou hipotireoidismo)

anemia

problemas cervicais

doenças do sistema nervoso central

alergias

distúrbios psiquiátricos, etc.



A descoberta da causa implica, muitas vezes, na realização de diversos exames complementares (sangue, urina, radiológico) ou avaliações em outras áreas médicas (endocrinologia, neurologia, cardiologia, psiquitria, ortopedia, reumatologia, etc.).

As doenças, propriamente, que podem acometer os sistemas vestibular e auditivos, causando tonturas com ou sem outros sintomas como zumbido, surdez, etc. são bastante numerosas. Mencionaremos apenas as mais comuns:



vertigem postural paroxística benigna:



breves e repentinos episódios devertigem e/ou enjôo aos movimentos da cabeça.



doença de Ménière:



Nos quadros clínicos típicos, a queixa é de crises vertiginosas, diminuição da audição, sensação de pressão no ouvido.



neurite vestibular:



Vertigem aguda, intensa e prolongada, com náuseas e vômitos. Pode ser de origem inflamatória ou infecciosa (viral).



Doenças do ouvido médio e/ou tuba auditiva:



Vertigens, zumbido e/ou diminuição da audição podem ser causados por obstrução da tuba auditiva e otite média.



Cinetose (mal do movimento)



tonturas, náuseas, eventualmente vômitos, palidez e suor podem ocorrer em veículos em movimento.Quando enjoamos em um navio ou automóvel, isso resulta do conflito de informações entre os sensores. O Máximo do conflito ocorre quando nos encontramos sentados em uma sala interna de um navio. Como não há janelas, os nossos olhos informam que estamos parados. O nosso sistema proprioceptivo (músculos e articulações) também informa que estamos parados. Mas os labirintos continuam informando que estamos em movimento. Algumas pessoas são mais sensíveis a esse conflito de informações. Quando estamos e lendo em um automóvel em movimento enjoamos mais, porque nossos olhos, fixos na leitura, não colaboram com os labirintos na informações relacionadas com o movimento do automóvel.



Surdez súbita e vertigem:



A perda auditiva, habitualmente, surge em um dos ouvidos e pode ter diferentes causas, como infecções por vírus, traumas cranianos ou acústicos, doenças auto-imunes, vascular, tumores, etc. Tonturas de vários tipos podem ocorrer. A crise vertiginosa típica com náuseas e vômitos é comum.



Esclerose Múltipla:



É uma afecção crônica e progressiva, de causa desconhecida, do sistema nervoso central. Vertigem súbita, com ou sem perda da audição, súbita ou não, e/ou zumbido podem ser os sintomas iniciais. Tontura e desequilíbrio são mais comuns do que a perda auditiva.





Como o médico faz o diagnóstico?

O conjunto de história clínica, exame físico e a seqüência dos testes auditivos e vestibulares aplicados recebe o nome de avaliação otoneurológica.

Um dos pontos mais importantes da avaliação otoneurológica é a história clínica. Devem ser obtidas informações detalhadas do paciente sobre sua tontura e outros sintomas concomitantes. Os antecedentes pessoais e familiares, conhecer os hábitos de vida, medicações e preferências alimentares da pessoa também é muito importante.

Existe uma série enorme de testes de audição e de equilíbrio corporal (testes labirínticos). Esses exames são realizados de acordo com a necessidade de cada paciente. Não existe uma seqüência predeterminada. Os resultados dos testes básicos indicam quais os testes mais avançados que devem ser aplicados.

Em função dos grandes progressos na obtenção de imagens do corpo humano, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética são dos exames de enorme utilidade no diagnóstico das vestibulopatias.

Como se trata?

Vertigem e outras tonturas são sintomas que costumam ser sensíveis ao tratamento desde que haja coerência com o diagnóstico formulado.

Em grande número de casos, com auxílio de exames laboratoriais e obtenção de imagens, conseguimos estabelecer a causa da doença e instituir o melhor dos tratamentos, ou seja, o tratamento etiológico (da causa).

O tratamento atual das doenças ou distúrbios do equilíbrio consiste numa associação de providências que devem ser tomadas para se obter resultados mais satisfatórios. Esse múltipla abordagem de conduzir o tratamento consiste no seguinte:



procurar eliminar ou atenuar a causa da tontura

utilizar criteriosamente os medicamentos antivertiginosos: Existem vários remédios que são usados no tratamento das tonturas. Eles têm a função de deprimir o sistema labiríntico. Alguns deles são tão populares que se encontram nas listas de medicamentos mais vendidos. As vezes, encontramos pacientes que já tomaram todos, ou quase, os remédios que existem e vieram à consulta para saber se já surgiu algum produto novo. O importante é a escolha do medicamento mais adequado, baseado no diagnóstico e nas reações orgânicas e psíquicas de cada paciente.

Personalizar os exercícios de reabilitação do equilíbrio: A reabilitação do equilíbrio, por meio de exercícios (exercícios vestibulares), reajusta as relações entre os sinais enviados pelas estruturas responsáveis pela manutenção da postura corporal (labirinto, olhos, pele, músculos e articulações). Tratam-se de exercícios repetitivos com os olhos, a cabeça e o corpo com o objetivo de criar um conflito sensorial que vai acelerar a compensação, provocando o reajuste da função do equilíbrio.

Correção de erros alimentares que podem agravar a vertigem e sintomas associados.

Mudanças de hábitos ou vícios que possam ser fatores de risco, principalmente quanto ao uso de açúcares de absorção rápida, café, álcool e fumo.

Cirugia da vertigem: Deve ser destinada a casos específicos (tumores, fracassos do tratamento clínico em certas doenças), em combinação, ou não, com as medidas que constituem a múltipla abordagem do tratamento conservador.



Como a tontura evolui?

Algumas doenças, ou distúrbio labirínticos, são autolimitantes, ou seja, curam sozinhas. Outras curam por compensação labiríntica, ou seja, um reajuste entre as estruturas que comandam o nosso equilíbrio.

A grande maioria dos pacientes (cerca de 90%) responde favoravelmente à terapia antivertiginosa.

A maioria dos casos fica definitivamente curada. Outros melhoram significativamente, e apenas poucos casos são rebeldes ao tratamento. Nesses últimos casos,novas estratégias de tratamento podem ser aplicadas até obter-se o melhor resultado possível.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico?

Qual é a causa da minha tontura?

A minha tontura é uma doença?

Eu tenho tontura, vertigem ou labirintite?

O que é labirintite?

A minha tontura tem cura?

Pedra na vesícula




Cálculos biliares são pequenas pedras que se formam na vesícula biliar, órgão localizado no lobo inferior direito do fígado onde a bile se concentra e de onde é lançada sob a influência de um hormônio intestinal.

A bile produzida no fígado consiste na mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos. Alguns deles se alojam na vesícula biliar e não causam sintomas. Outros ficam presos no duto biliar e bloqueiam o fluxo da bile para o intestino. Essa obstrução provoca a cólica biliar que se caracteriza por dor intensa no lado direito superior do abdome ou nas costas, na região entre as omoplatas. A crise de cólica persiste enquanto a pedra permanecer no duto. No entanto, muitas podem voltar para a vesícula ou ser empurradas para o intestino. Quando isso ocorre, a crise dolorosa diminui.

Sintomas

Alguns cálculos na vesícula podem ser assintomáticos, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdome que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas. A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre, náuseas e vômitos.

Causas

Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula. Alguns fatores que aumentam o risco são:

* Dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras;

* Vida sedentária que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol);

* Diabetes;

* Obesidade;

* Hipertensão (pressão alta);

* Fumo;

* Uso prolongado de anticoncepcionais;

* Elevação do nível de estrogênio o que explica a incidência maior de cálculos biliares nas mulheres;

* Predisposição genética.

Tratamento

O tratamento pode ser feito à base de medicamentos que diluem o cálculo se ele for constituído apenas por colesterol. Nos outros casos, a cirurgia por laparoscopia, que requer poucos dias de internação hospitalar, é a conduta mais indicada. Tratamento por ondas de choque para fragmentar o cálculo representa também uma possibilidade terapêutica.

Recomendações

* Faça uma dieta rica em fibras e com pouca gordura. Alimentos gordurosos podem elevar o nível do colesterol;

* Procure manter o peso ideal para seu tipo físico. Isso ajuda a controlar o nível do colesterol e a prevenir diabetes e hipertensão;

* Largue o cigarro;

* Discuta com seu médico a conveniência de tomar pílulas anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal, se você tem histórico familiar de cálculo na vesícula.

Advertência

Consulte um médico se os sintomas dolorosos de cálculo biliar se manifestarem e, especialmente, se forem seguidos de febre, náuseas e vômitos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Células-tronco reduzem dores e curam lesões de animais


Gatos, cachorros e até cavalos recebem esse tipo de tratamento, e os seus donos agradecem.

Se a rodovia foi interditada, o analista de sistemas Roberto Sampaio leva a Ariel para a consulta de helicóptero. Um amor de cinema. A gatinha sofre de insuficiência renal crônica e faz tratamento com células-tronco no interior de São Paulo. "São células-tronco de dente de leite de gatos, que perdem o dente, e a gente isola as células desses gatinhos", explica a veterinária Michele Barros.
As células-tronco são injetadas nos rins da gatinha com a ajuda do ultrassom. Como a doença é crônica, de tempos em tempos, Ariel precisa de nova aplicação. Mas com apenas quatro, já voltou a comer e parou de sofrer. "Eu sei que a gente não vai vencer a morte, mas, se der qualidade de vida, é importante. Eu quero que ela não sofra, principalmente", afirma Roberto.
Ainda dormindo, Ariel deixa a clínica e volta para casa em grande estilo.
A cadela Raica já melhorou tanto que já se engalfinhou com a turma da casa. Levou até pontos no olho. "Ela não comia, tinha que tomar remédio para comer, ela não comia de jeito nenhum, só dormia", lembra a engenheira mecânica Sandra Hayakawa.
A angústia do casal chegou ao auge com o diagnóstico: uma espécie de leucemia canina, doença fatal. "Ela estava condenada. Faz três anos que ela estaria condenada", diz Sandra.
Raica recebeu aplicações de células-tronco na veia e na medula. “A gente começou a reparar que ela começou a melhorar, quando ela começou a latir outra vez. Eu nem lembrava como era o latido dela”, conta a engenheira mecânica.
Em animais de estimação, as terapias com células-tronco podem significar mais tempo de convivência com os bichinhos. Em animais como o cavalo Shining, o tratamento pode fazer a diferença entre uma carreira de sucesso e a aposentadoria precoce.
Shining sofreu rompimento em dois tendões durante sua primeira competição de "laço ao bezerro".
Neto de um campeão americano, seria um senhor prejuízo aposentar as ferraduras tão novo. “Eu pensei que ia perder ele, que não ia mais ter jeito de recuperar, porque a gente já tem uma experiência de ver essas coisas”, conta o empresário Tiago Marconi.
Mas o veterinário tinha uma carta na manga: células-tronco foram retiradas da gordura do traseiro e aplicadas na pata. Em uma semana, Shining parou de mancar, em três meses voltou a treinar.
“Nos exames de ultrassonografia, nós vemos a regeneração, a recuperação e a formação de células tendíneas, fibras tendíneas, sem ponto de cicatrização. Esse é o milagre da célula-tronco: não deixar cicatriz na lesão. O que é fundamental para um atleta”, afirma o veterinário Luciano Mazzonetto.
E que ninguém duvide se um dia além de regenerar órgãos e tecidos, esses cientistas conseguirem fazer de uma pequena célula um animal inteiro - um clone perfeito desses bichos tão amados.
"Na ciência, você tem que sonhar para poder ter os seus objetivos no futuro. Acredito que é um sonho possível”, declara o biólogo Enrico Santos.

Sangue de cordão umbilical é mais usado do que medula



A ciência acreditava que as células-tronco só existiam nos embriões. Hoje, elas são retiradas de várias partes do corpo.

"Vanessa literalmente nasceu de novo. No dia 8 de outubro de 2004, em que ela fez o transplante, ela nasceu novamente", diz Mary Regina Canal, mãe da menina.
Vanessa Canal, de 14 anos, conta o que faz agora que não podia fazer antes: “comer um monte de coisas, tomar sorvete, nadar, ir no mar, tomar sol e muito mais coisas".
A menina que tem fome de viver é nossa velha conhecida. Ela foi entrevistada pelo Globo Repórter em 2005.
Ele tinha várias restrições, depois de passar por três tratamentos de quimioterapia. E não deu certo. A opção, então, era o transplante de medula, mas Vanessa não achava um doador compatível. Quando tudo parecia perdido, um cordão umbilical salvou a vida dela. “Eu fui o primeiro caso de sangue de cordão brasileiro. Foi uma vitória maravilhosa", reconhece Vanessa.
Página virada na vida de Vanessa. Esse é um sonho que está alimentando a esperança da família do Leozinho - um guerreiro que, antes mesmo de completar um ano, teve que começar uma enorme batalha pela vida.
"Desde bebezinho, ele tinha umas manchas e nós achávamos que era picada de inseto. A gente levava no pediatra, e ele falava que não era nada, que ele era alérgico. E nós levávamos em todos os hospitais, iam a um médico e ele falava uma coisa, a gente ia a outro. A gente levava muito ele ao hospital, eu não entendia, porque ele chorava tanto e vomitava tanto”, conta Adriana Cândido, avó de Leonardo.
Demorou um ano a peregrinação por médicos e hospitais até o diagnóstico, com aquela palavra que ninguém quer ouvir.
"A doença do Leo chama leucemia mielomonocítica juvenil. E é uma doença que a quimioterapia não cura. Eu preciso trocar o tipo de medula dele, dar pra ele a medula de uma pessoa saudável, ou medula ou sangue de cordão com célula-tronco hematopoiética de uma pessoa saudável para começar a produzir sangue e ajudar a brigar contra o tipo de leucemia", afirma a pediatra Adriana Seber, Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAAC).
O sangue de cordão umbilical é cada vez mais usado no lugar da medula, por não exigir 100% de compatibilidade. O banco público brasileiro ainda é pequeno, porque as doações ainda são recolhidas em poucas maternidades. Mas nem se compara com a época da luta de Vanessa, cinco anos atrás. Leozinho conseguiu rapidamente um cordão, e pode fazer o transplante a qualquer momento.

"Seis meses atrás, era para ele ter feito o transplante, mas ele ficou na UTI com pneumonia", lembra Tainara, mãe de Leonardo, e Adriana, avó do menino.
Leozinho está muito gripado, e uma nova tentativa de internação será feita em duas semanas. Voltamos no prazo, e nada do Leo melhorar. "Ele piorou, deu febre. Fizeram os exames, fizeram uma tomografia, e deu que ele tem sinusite. Então, a gente está cuidando da sinusite", diz a avó do menino.
Catorze dias de antibiótico, e fomos para a consulta de avaliação. Leo foi reprovado novamente no exame clínico. "infelizmente, ele estava com um quadro viral e sinusite também. Então, não vai poder internar, e agora a mãe está gripada, o pai gripado. Agora, é esperar ele melhorar”, diz a oncologista Roseana Gouveia, do GRAAC.
Serão mais 15 dias de espera, mas, se depender da torcida, vai dar tudo certo. E Leozinho ainda vai cantar sua música preferida por muitos e muitos anos.
No começo, a ciência acreditava que as células-tronco só existiam nos embriões, mas isso já é a pré-história da pesquisa. Hoje, elas são retiradas de várias partes do corpo e, pela capacidade que tem de se transformar em outros tecidos, são consideradas verdadeiros coringas no jogo da vida.
E foi com um desses "coringas" que a faxineira Marcicleide Sério voltou a enxergar. "Nada melhor do que você acordar, abrir o seu olho e ver o mundo. Eu acordava, abria o olho e não via quase nada. Eu não saía no sol. Aliás, eu não saía de casa. Só acompanhada, para eu sair de casa. Agora não, eu saio sozinha, vou trabalhar, graças a Deus. Estou muito feliz. Cada dia mais, eu agradeço a deus", conta.
Nessas orações também estão os médicos do Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo. Eles estão usando células-tronco para corrigir lesões muito graves na película que reveste o olho.
"Quando a doença pega um olho só, sempre é uma situação mais fácil, porque, no caso dos olhos, nós temos um irmão idêntico do outro lado. Então, você pega um pouquinho de tecido com células-tronco de um olho e transplanta para o outro. Então, você consegue restaurar a superfície desse olho afetado. Quando a doença está nos dois, é um problema", explica o oftalmologista José Pereira Gomes, Unifesp.
Mas esse problema também já tem solução à vista. Só que a fada do dente vai ter que se aposentar. A ciência encontrou no dentinho de leite um verdadeiro tesouro de células-tronco.

"Esse período do desenvolvimento da criança é muito vantajoso para isolar as células-tronco, porque, nesse momento, já se formou o organismo adulto, já é composto pelas células adultas, mas, ao mesmo tempo, ainda continua o desenvolvimento do organismo. Então, nesse momento, as células-tronco são ainda mais poderosas do que quando elas são isoladas do organismo adulto", explica a bióloga Irina Kerkis, Instituto Butantan.
É incrível! Até os médicos ficaram surpresos quando descobriram que a polpa do dente de leite poderia se transformar em tecido para curar olhos doentes.
"A partir do momento em que eu fui conhecendo melhor a potencialidade da célula-tronco do dente de leite e as vantagens dela, pelo fato dela não iniciar processo de rejeição, pelo fato dela conseguir se diferenciar em vários tipos de célula, eu fiquei realmente animado pelo que nós pudemos constatar no modelo animal", conta o oftalmologista José Pereira Gomes, Unifesp.
Os coelhinhos da pesquisa voltaram a enxergar. Os cientistas do Instituto Butantã e da Unifesp já têm autorização para usar a técnica nos pacientes com lesões graves, mas, antes, eles querem entender melhor, porque a célula-tronco nem sempre se liga com perfeição aos tecidos do corpo que precisam ser restaurados.
"Mesmo com a córnea, a gente vê que às vezes existe uns pequenos erros na formação da córnea. Reconstituiu bonito, mas não é tão bonito como a gente gostaria que fosse. Até enxerga, mas a gente gostaria de melhorar. Então, a gente quer ver o que a gente ainda pode melhorar", diz a Dra. Irina.
O certo é que a polpa do dente é uma célula-tronco poderosa, pode virar osso, cartilagem, músculo. Assim, "era uma vez" aquele pingente que tanto enfeitou mães e vovós. Agora, é no laboratório que o dentinho vale ouro.

terça-feira, 16 de março de 2010

Dieta do glúten – passo-a-passo





A dieta do glúten é ótima dica para quem está acima do peso e não sabe mais o que fazer para perder os quilinhos extras. Retirar o glúten do cardápio e fazer uma reeducação alimentar pode ser uma ajuda e tanto para eliminar de 1 a 2 kg por mês, além de ser uma opção saudável.

O que é o glúten?

O glúten é uma proteína encontrada em cereais como trigo, centeio, malte, aveia e cevada. Quando acrescentada à receita, ajuda a dar liga e deixa pães e massas mais fofinhos.
Mas no nosso organismo essa proteína não faz muito bem. Isso porque o glúten “gruda” nas paredes intestinais podendo até acarretar problemas no funcionamento do seu processo digestivo. Além disso, o glúten pode piorar os sintomas da terrível TPM, causar alergias e lesões de pele.
Existem pessoas com intolerância ao glúten, é a chamada doença celíaca. Quem sofre com o problema não pode comê-lo de jeito nenhum, pois o glúten provoca danos no intestino, impedindo que o processo de digestão se realize normalmente.

Passo-a-passo da dieta do glúten

A dieta do glúten consiste em eliminar o consumo da proteína, que está presente nos cereais como trigo, centeio, cevada e aveia e substituir por alimentos sem glúten como polvilho, batata, arroz, milho, fubá e mandioca. Mas é preciso ficar atenta, já que a eliminação do glúten acarreta na eliminação de vários alimentos ricos em carboidratos e se não houver substituição dentro de uma dieta balanceada, pode provocar falta de energia, fraqueza, dor de cabeça, perda de massa muscular e até desnutrição.
Veja como fazer a dieta do glúten passo-a-passo com uma sugestão de cardápio para dieta do glúten.
Café da Manhã*
- 1 fatia de pão sem glúten com 1 col. (sopa) de ricota + 1 pêra
- 1 fatia de pão sem glúten com geléia diet + 1 fatia de queijo de minas + 1 fatia fina de melão
- 6 morangos + 1 fatia de pão sem glúten com bem pouca manteiga e 2 fatias de presunto magro
Lanche da manhã e da tarde**
- 1 pêra
- 1 pote de iogurte sem glúten
- 1 fatia de pão sem glúten com 1 col. (sopa) de ricota
Almoço e jantar***
- 3 cols. (sopa) de arroz integral + 1 concha de feijão + 1 omelete de 2 claras ou 1 bife médio + agrião a gosto
- 3 cols. (sopa) de arroz integral com espinafre + 1 bife médio + berinjela refogada a gosto
- 3 cols. (sopa) de arroz de brócolis + 1 concha de feijão + 1 concha de carne moída + tomate
*ESCOLHER UMA DAS OPÇÕES + 1 XÍCARA DE CHÁ-VERDE OU CHÁ-BRANCO OU CAFÉ OU CAFÉ COM LEITE / **ESCOLHER UMA DAS OPÇÕES / ***ESCOLHER UMA DAS OPÇÕES + 1 PRATO DE FOLHAS VERDE ESCURAS COM TODAS AS OPÇÕES. OPCIONAIS: TOMATE, PALMITO, PEPINO, BROTOS

sábado, 13 de março de 2010

Medicina indiana utiliza mais de 500 ervas Gengibre, que pode ser encontrado no Brasil, age contra as doenças respiratórias.

Talvez nenhuma outra medicina use tanto as plantas como a medicina tradicional indiana, conhecida como ayurveda, a ciência da vida. Muitos vão buscar tratamento na cidade indiana de Pune.
A equipe do Globo Repórter acompanhou a médica ayurvédica Sonali Shinde e uma aluna brasileira dela, Joana Rodrigues, na feira. Logo que chega ao mercado, a médica vai identificando todas as ervas. Mais de 500 podem ser usadas nesse tipo de medicina.

Logo fomos apresentados ao amalaki. Parece uma ameixa, mas não tem no Brasil. É muito valorizado na ayurveda por ter cinco sabores em uma só fruta: é doce, amargo, azedo, apimentado e adstringente. Só não é salgado.

Mas no mercado de Pune é possível encontrar produtos bem conhecidos dos brasileiros. Um produto que tem muito no Brasil, o gengibre, é da maior importância na medicina ayurveda.

“Quando cozinhamos os legumes, usamos gengibre. Ele digere as toxinas no corpo e age contra as doenças respiratórias, como a sinusite”, diz a médica Sonali Shinde.

A doutora explica que a hortelã age contra o que a medicina indiana chama de vata, a força do ar: reduz dores e gases abdominais e por isso acompanha bem as comidas mais pesadas.

Seguimos nossa busca pelo mercado de Pune.

“O abacaxi é ótimo para melhorar o tecido sanguíneo, mais especificamente o plasma. E é ótimo também para eliminar vermes e lombrigas. Então, mesmo como medida preventiva, de vez em quando deve-se comer abacaxi”, orienta Joana Rodrigues.

As cenouras, que na Índia são avermelhadas, são usadas nos doces.

“A goiaba tem uma propriedade adstringente também. Tudo o que é adstringente fecha as glândulas salivares. Então, paramos de ter vontade de comer mais. Por isso, é ótima para depois das refeições”, diz Joana Rodrigues.

Feitas as compras, doutora Sonali Shinde nos convidou para ir até a casa dela. Ela preparou a refeição com os produtos que comprou na feira.

Enquanto elas preparavam o almoço, fomos conhecer os alimentos mais importantes para a ayurveda, que ajudam a conseguir uma saúde perfeita. Podem ser consumidos por qualquer tipo de pessoa, em qualquer estação.

O arroz, cultivado em 60 dias, deve ser consumido um ano depois da colheita. Feijão mungo, um tipo de feijão verde, comum na Ásia, é de fácil digestão. E também passas pretas, mel, romã, abóbora – que no Nordeste tem o nome indígena de jerimum – e amalaki – a fruta dos cinco sabores, único desses alimentos que não tem similar no Brasil.

“Ela é rejuvenescedora. Mesmo cozida e seca, não perde a vitamina C. E tem cem vezes mais vitamina C que a laranja”, ressalta Sonali Shinde.

Depois, sobre folhas de bananeira, Sonali Shinde e Joana Rodrigues foram servindo a refeição. Um pouco de sal, limão, uma pasta de pimenta, romã, pão indiano. Mais uma vez, sabores variados.

Na Índia, a refeição começa pela sobremesa. E tem que ser com a mão direita. No início da refeição, o doce tira a fome mais intensa. Mas tem ainda algo curioso: soro de leite de uma vaca feliz. É isso mesmo: os indianos dizem que, para o leite ser bom, a vaca tem que viver solta, nos campos e nunca confinada.

Espinafre com queijo branco, arroz com um pouco de manteiga cozida em cima e batata com gengibre, alho, pimenta e coentro.

“É uma refeição completa para uma pessoa ativa. Ela tem todos os seis gostos, é equilibrada. Você não come apenas arroz, não come só trigo, ou apenas comida crua. A ayurveda não aconselha isso. Um pouco de cada coisa é bom para o seu corpo”, ressalta Sonali Shinde.

Para quem está acostumado a comer carne é um pouco difícil. Mas uma recomendação da medicina indiana serve para todos: sempre que der, deixe de lado as comidas prontas.

“Cozinhe só o que você precisa e coma em seguida. Este é o mantra da saúde”, define Sonali Shinde.