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terça-feira, 30 de junho de 2009

Gripe suína

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Nota: Se procura especificamente o surto de gripe suína de 2009, consulte: Surto de gripe A (H1N1) de 2009.

A gripe suína é endémica em porcos

Imagem de microscópio electrónico do vírus da gripe A(H1N1) rearranjado, fotografado no CDC Influenza Laboratory. Os vírus têm 80–120 nanómetros de diâmetro.[1]
A gripe suína refere-se à gripe causada pelas estirpes de vírus da gripe, chamadas vírus da gripe suína, que habitualmente infectam porcos, onde são endémicas[2]. Em 2009 todas estas estirpes são encontradas no vírus da gripe C e nos subtipos do vírus da gripe A conhecidos como H1N1, H1N2, H3N1, H3N2, e H2N3.
Quando os vírus da influenza de diferentes espécies infectam simultaneamente o mesmo animal (como por exemplo o suíno), podem reorganizar-se geneticamente e originar uma nova estirpe de vírus, tal como aconteceu actualmente com a emergência deste novo virus circulante Influenza A/H1N1. A análise deste vírus sugere que ele tem uma combinação de características das gripes suína, aviária e humana. Especificamente, esta combinação não havia sido vista até agora em humanos ou em suínos, e a sua origem é ainda desconhecida. Mas, felizmente, a conclusão inicial é a de que o vírus se espalha mais facilmente entre os porcos, e o contágio de humano para humano não é tão comum e simples quanto o da gripe comum.
Em seres humanos, os sintomas de gripe A (H1N1) são semelhantes aos da gripe e síndroma gripal em geral, nomeadamente calafrios, febre, garganta dolorida, dores musculares, dor de cabeça forte, tosse, fraqueza e desconforto geral.[3].
O virus é transmitido de pessoa para pessoa, e o papel do suíno na emergência desta nova estirpe de virus encontra-se sob investigação. Contudo, é certo que não há qualquer risco de contaminação através da alimentação de carnes suínas cozinhadas. Cozinhar a carne de porco a 71 graus Celsius mata o vírus da influenza, assim como outros vírus e bactérias. [4]
Índice[esconder]
1 Gripe suína zoonótica
2 Influenza A (H1N1)
2.1 Sintomas e tratamento
2.2 Formas de contágio
2.3 Surto de gripe suína de 2009
2.4 Vacina
3 Referências
4 Ver também
5 Ligações externas
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[editar] Gripe suína zoonótica
A gripe suína é comum em porcos da região centro-oeste dos Estados Unidos da América (e ocasionalmente noutros estados), no México, Canadá, América do Sul, Europa (Incluindo o Reino Unido, Suécia e Itália), Quénia, China continental, Taiwan, Japão e outras partes da Ásia oriental.[2]
O vírus da gripe suína causa uma doença respiratória altamente contagiosa entre os suínos, sem provocar contudo grande mortalidade. Habitualmente não afecta humanos; no entanto, existem casos esporádicos de contágio, laboratorialmente confirmados, em determinados grupos de risco. A infecção ocorre em pessoas em contacto directo e constante com estes animais, como agricultores e outros profissionais da área. A transmissão entre pessoas e suínos pode ocorrer de forma directa ou indirecta, através das secreções respiratórias, ao contactar ou inalar partículas infectadas. O quadro clínico da infecção pelo virus da gripe suína é em geral idêntico ao de uma gripe humana sazonal.

Passageiros do metrô na Cidade do México usando máscaras de proteção em 24 de Abril de 2009.
Os suínos podem igualmente ser infectados pelo virus da influenza humana - o que parece ter ocorrido durante a gripe de 1918 e o surto de gripe A (H1N1) de 2009 - assim como pelo virus da influenza aviário. A transmissão de gripe suína de porcos a humanos não é comum e carne de porco correctamente cozinhada não coloca risco de infecção. Quando transmitido, o vírus nem sempre causa gripe em humanos, e muitas vezes o único sinal de infecção é a presença de anticorpos no sangue, detectáveis apenas por testes laboratoriais.
Quando a transmissão resulta em gripe num ser humano, é designada gripe suína zoonótica. As pessoas que trabalham com porcos, sujeitas a uma exposição intensa, correm o risco de contrair gripe suína. No entanto, apenas 50 transmissões desse género foram registadas desde meados do século XX, quando a identificação de subtipos de gripe se tornou possível. Raramente, estas estirpes de gripe suína podem ser transmitidas entre seres humanos.

[editar] Influenza A (H1N1)

[editar] Sintomas e tratamento

Diagrama dos sintomas da gripe A (H1N1).
Assim como a gripe humana comum, a influenza A (H1N1) apresenta como sintomas febre repentina, fadiga, dores pelo corpo, tosse. Esse novo surto, aparentemente, também causa mais diarreia e vômitos que a gripe convencional.
De acordo com a OMS, os medicamentos antiviral oseltamivir e zanamivir, em testes iniciais mostraram-se efetivos contra o vírus H1N1.[5]
Ter hábitos de higiene regulares, como lavar as mãos, é uma das formas de prevenir a transmissão da doença.[6]

[editar] Formas de contágio

Imagem de microscópio eletrónico de uma coloração negativa de um vírus de gripe H1N1 rearranjado.
A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quaisquer microorganismos patogênicos. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético das gripes humana, aviária e suína.

[editar] Surto de gripe suína de 2009
Ver artigo principal: Surto de gripe A (H1N1) de 2009
O surto de gripe suína de 2009 em humanos, oficialmente denominado como gripe A (H1N1) (português europeu) ou influenza A (H1N1) (português brasileiro)[7], e inicialmente conhecido como gripe mexicana,[8] gripe norte-americana, [9] influenza norte-americana[10] ou nova gripe [8], deveu-se a uma nova estirpe de influenzavirus A subtipo H1N1 que continha genes relacionados de modo muito próximo à gripe suína.[11] A origem desta nova estirpe é desconhecida. No entanto, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciou que esta estirpe não foi isolada em porcos.[12][13]Esta estirpe transmite-se de humano para humano,[14] e causa os sintomas habituais da gripe.[15]

[editar] Vacina
Existe uma vacina para porcos, mas nenhuma para humanos.[16] A vacina contra a gripe "convencional" oferece pouca ou nenhuma proteção contra o vírus H1N1. O Japão anunciou que pretende desenvolver uma vacina eficaz [17] e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) vem investigando formas de tratamento.
O Instituto Butantan, em São Paulo, está colaborando com a Organização Mundial de Saúde em uma pesquisa para elaborar uma vacina contra a gripe suína e prevê finalizar o processo dentro de quatro a seis meses.[18]
Todavia, segundo Karl Nicholson, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, se o vírus evoluir para uma pandemia, a primeira onda vai chegar e irá embora antes que uma vacina tenha sido produzida. [19]
Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) mapearam as sequências genéticas dos primeiros vírus influenza A (H1N1) a chegarem ao Brasil, que foram, segundo o Ministério da Saúde, coletados de três pacientes: dois do Rio de Janeiro e um de Minas Gerais. Segundo uma análise preliminar, o vírus encontrado nos casos brasileiros é idêntico ao que circula em outras localidades. Segundo Fernando Motta, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do IOC, o sequenciamento genético é fundamental para acompanhar a evolução do vírus no país e abre a possibilidade para o desenvolvimento de protocolos de diagnóstico. [20]

Referências
International Committee on Taxonomy of Viruses. The Universal Virus Database, version 4: Influenza A.
2,0 2,1 (2008) "Swine influenza". The Merck Veterinary Manual.
Este parágrafo foi traduzido a partir da versão inglesa do artigo, as referências estão no texto nas respectivas secções, nesse artigo
G1 Entenda como a gripe suína se espalha entre humanos
Tamiflu parece ser efetivo contra gripe suína, diz OMs.JC Online, 25 de abril de 2009. Acesso em 01 de maio de 2009.
Nova Escola - Plano de aula sobre Gripe Suína
O Globo. "OMS muda o nome oficial da epidemia de gripe para 'influenza A (H1N1)'". . (página da notícia visitada em 01/05/2009)
8,0 8,1 Operamundi: Criadores de porcos temem prejuízo com gripe suína (página da notícia visitada em 29/04/2009)
AFP, 28 de Abril de 2009 OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) diz que não há provas para atribuir a gripe suína aos porcos (página da notícia visitada em 01/05/2009)
Midiamais Cadeia produtiva diz que é "influenza norte-americana" e não "gripe do suíno" (página da notícia visitada em 29/04/2009)
V Trifonov, H Khiabanian, B Greenbaum, R Rabadan (30 April 2009). "The origin of the recent swine influenza A(H1N1) virus infecting humans". Eurosurveillance 4 (17).
Maria Zampaglione (April 29, 2009). Press Release: A/H1N1 influenza like human illness in Mexico and the USA: OIE statement. World Organisation for Animal Health. Página visitada em April 29, 2009.
AFP, 28 de Abril de 2009 OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) diz que não há provas para atribuir a gripe suína aos porcos (página da notícia visitada em 01/05/2009)
Swine influenza World Health Organization 27 April 2009
Influenza A(H1N1) frequently asked questions. Who.int. Página visitada em 2009-05-07.
G1 Entenda como a gripe suína se espalha entre humanos (página da notícia visitada em 29/04/2009)
Notícias Terra Japão tenta encontrar vacina contra gripe suína (página da notícia visitada em 28/04/2009)
INFO Online, 30 de abril de 2009 "Brasil ajuda criar vacina contra gripe suína", por Guilherme Pavarin
Estadão Vacina atual não protege contra gripe suína, dizem especialistas (página da notícia visitada em 28/04/2009)
Agência Estado, 18 de maio de 2009. País conclui primeiras sequências genéticas do A (H1N1)

[editar] Ver também
Surto de gripe A (H1N1) de 2009
Gripe aviária
SARS

sábado, 27 de junho de 2009

A ENXAQUECA

RESUMO
INTRODUÇÃO: A enxaqueca é uma doença neurológica crônica que apresenta diversos desencadeantes como fatores alimentares, hormonais e ambientais. OBJETIVO: Analisar os fatores desencadeantes em uma amostra de pacientes com enxaqueca. MÉTODO: Duzentos pacientes com diagnóstico de enxaqueca foram questionados sobre fatores que pudessem desencadear suas crises. RESULTADOS: 83,5% apresentaram algum fator alimentar, jejum foi o fator mais freqüente, seguido de álcool e chocolate. Dos fatores hormonais, o período pré-menstrual foi o mais freqüente. Atividade física causou enxaquecas em 13%, atividade sexual em 2,5%, estresse em 64% e 81% relataram o sono como fator desencadeante. Em relação aos fatores ambientais, odores foram desencadeantes em 36,5%. CONCLUSÃO: Os fatores desencadeantes são freqüentes em enxaqueca e a sua detecção deve ser pormenorizada para que se reduza a freqüência de crises e melhore a qualidade de vida do paciente.
Palavras-chave: enxaqueca, fatores desencadeantes.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

NUTRIÇÃO

Nutrição: O uso de mamadeira e o desenvolvimento orofacial da criançaTrabalho de Carroscoza e colaboradores publicado em outubro de 2006, aponta a amamentação como um fator determinante para o desenvolvimento craniofacial adequado. Isto acontece em função de promover intenso exercício da musculatura orofacial, estimulando favoravelmente as funções da respiração, deglutição, mastigação e fonação. Mesmo as crianças que são amamentadas ao seio até 6 meses de idade não estão livres de alterarem o desenvolvimento orofacial.Quando do desmame as crianças que passam para serem alimentadas com mamadeiras não se exercitam mais e apresentam no futuro maiores problemas do que aquelas que foram alimentadas com copinho. O fechamento correto dos lábios também esta afetado. O estudo comparou dois grupos de crianças que foram amamentadas ao seio até 6 meses. Daí em diante umas continuaram com mamadeira e outras usando o copinho. Observou-se que 82% das crianças que usaram copinho tinham um fechamento dos lábios correto, mas entre aquelas que usaram mamadeira, apenas 65% delas fechava corretamente os lábios. O local de repouso da língua corretamente no arco superior foi visto em 73% das crianças alimentadas com copinho, contra 53% das que usaram mamadeira. A normalidade respiratória foi encontrada em 69% das crianças que usaram copinho contra 63% daquelas que usaram mamadeira.Conclusão: Usar mamadeira, mesmo entre crianças que receberam aleitamento materno, interfere negativamente sobre o desenvolvimento orofacial.

ABUSO SEXUAL NA INFANCIA

Devido ao fato da criança muito nova não ser preparada psicologicamente para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética e moral da atividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendo problemas emocionais depois da violência sexual, exatamente por não ter habilidade diante desse tipo de estimulação.
A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade para com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendo terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentar profunda sensação de solidão e abandono.
Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da vergonha dos outros membros da família ou, pior ainda, pode temer que a família se desintegre ao descobrir seu segredo.
A criança que é vítima de abuso sexual prolongado, usualmente desenvolve uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e adquire uma representação anormal da sexualidade. A criança pode tornar-se muito retraída, perder a confiaça em todos adultos e pode até chegar a considerar o suicídio, principalmente quando existe a possibilidade da pessoa que abusa ameaçar de violência se a criança negar-se aos seus desejos.
Algumas crianças abusadas sexualmente podem ter dificuldades para estabelecer relações harmônicas com outras pessoas, podem se transformar em adultos que também abusam de outras crianças, podem se inclinar para a prostituição ou podem ter outros problemas sérios quando adultos.
Comumente as crianças abusadas estão aterrorizadas, confusas e muito temerosas de contar sobre o incidente. Com freqüência elas permanecem silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente, principalmente se o abusador é alguém da família.
Mudanças bruscas no comportamento, apetite ou no sono pode ser um indício de que alguma coisa está acontecendo, principalmente se a criança se mostrar curiosamente isolada, muito perturbada quando deixada só ou quando o abusador estiver perto.
O comportamento das crianças abusadas sexualmente pode incluir:
1.Interesse excessivo ou evitação de natureza sexual;
2.Problemas com o sono ou pesadelos;
3.Depressão ou isolamento de seus amigos e da família;
4.Achar que têm o corpo sujo ou contaminado;
5.Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;
6.Negar-se a ir à escola,
7.Rebeldia e Delinqüência;
8.Agressividade excessiva;
9.Comportamento suicida;
10. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares;
11. Retirar-se ou não querer participar de esportes;
12. Respostas ilógicas (para-respostas) quando perguntamos sobre alguma ferida em seus genitais;
13. Temor irracional diante do exame físico;
14. Mudanças súbitas de conduta.
Algumas vezes, entretanto, crianças ou adolescentes portadores de Transtorno de Conduta severo fantasiam e criam falsas informações em relação ao abuso sexual.
Quem é o Agressor Sexual
Mais comumente quem abusa sexualmente de crianças são pessoas que a criança conhece e que, de alguma forma, podem controla-la. De cada 10 casos registrados, em 8 o abusador é conhecido da vítima. Esta pessoa, em geral, é alguma figura de quem a criança gosta e em quem confia. Por isso, quase sempre acaba convencendo a criança a participar desses tipos de atos por meio de persuasão, recompensas ou ameaças.
Mas, quando o perigo não está dentro de casa, nem na casa do amiguinho, ele pode rondar a creche, o transporte escolar, as aulas de natação do clube, o consultório do pediatra de confiança e, quase impossível acreditar, pode estar nas aulas de catecismos da paróquia. Portanto, o mais sensato será acreditar que não há lugar absolutamente seguro contra o abuso sexual infantil.
Segundo a Dra. Miriam Tetelbom, o incesto pode ocorrer em até 10% das famílias. Os adultos conhecidos e familiares próximos, como por exemplo o pai, padrasto ou irmão mais velho são os agressores sexuais mais freqüentes e mais desafiadores. Embora a maioria dos abusadores seja do sexo masculino, as mulheres também abusam sexualmente de crianças e adolescentes.
Esses casos começam lentamente através de sedução sutil, passando a prática de "carinhos" que raramente deixam lesões físicas. É nesse ponto que a criança se pergunta como alguém em quem ela confia, de quem ela gosta, que cuida e se preocupa com ela, pode ter atitudes tão desagradáveis.
A Família da Criança Abusada Sexualmente
A primeira reação da família diante da notícia de abuso sexual pode ser de incredulidade. Como pode ser comum crianças inventarem histórias, de fato elas podem informar relações sexuais imaginárias com adultos, mas isso não é a regra. De modo geral, mesmo que o suposto abusador seja alguém em quem se vinha confiando, em tese a denúncia da criança deve ser considerada.
Em geral, aqueles que abusam sexualmente de crianças podem fazer com que suas vítimas fiquem extremamente amedrontadas de revelar suas ações, incutindo nelas uma série de pensamentos torturantes, tais como a culpa, o medo de ser recriminada, de ser punida, etc. Por isso, se a criança diz ter sido molestada sexualmente, os pais devem fazê-la sentir que o que passou não foi sua culpa, devem buscar ajuda médica e levar a criança para um exame com o psiquiatra.
Os psiquiatras da infância e adolescência podem ajudar crianças abusadas a recuperar sua auto-estima, a lidar melhor com seus eventuais sentimentos de culpa sobre o abuso e a começar o processo de superação do trauma. O abuso sexual em crianças é um fato real em nossa sociedade e é mais comum do que muita gente pensa. Alguns trabalhos afirmam que pelo menos uma a cada cinco mulheres adultas e um a cada 10 homens adultos se lembra de abusos sexuais durante a infância.
O tratamento adequado pode reduzir o risco da criança desenvolver sérios problemas no futuro, mas a prevenção ainda continua sendo a melhor atitude. Algumas medidas preventivas que os pais podem tomar, fazendo com que essas regras de conduta soem tão naturais quanto as orientações para atravessar uma rua, afastar-se de animais ferozes, evitar acidentes, etc. Se considerar que a criança ainda não tem idade para compreender com adequação a questão sexual, simplesmente explique que algumas pessoas podem tentar tocar as partes íntimas (apelidadas carinhosamente de acordo com cada família), de forma que se sintam incomodadas.
1.Dizer às crianças que "se alguém tentar tocar-lhes o corpo e fazer coisas que a façam sentir desconfortável, afaste-se da pessoa e conte em seguida o que aconteceu."
2.Ensinar às crianças que o respeito aos maiores não quer dizer que têm que obedecer cegamente aos adultos e às figuras de autoridade. Por exemplo, dizer que não têm que fazer tudo o que os professores, médicos ou outros cuidadores mandarem fazer, enfatizando a rejeição daquilo que não as façam sentir-se bem.
3.Ensinar a criança a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos.
4.Advertir as crianças para nunca aceitarem convites de quem não conhecem.
5.A atenta supervisão da criança é a melhor proteção contra o abuso sexual pois, muito possivelmente, ela não separa as situações de perigo à sua segurança sexual.
6.Na grande maioria dos casos os agressores são pessoas conhecem bem a criança e a família, podem ser pessoas às quais as crianças foram confiadas.
7.Embora seja difícil proteger as crianças do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, a vigilância das muitas situações potencialmente perigosas é uma atitude fundamental.
8.Estar sempre ciente de onde está a criança e o que está fazendo.
9.Pedir a outros adultos responsáveis que ajudem a vigiar as crianças quando os pais não puderem cuidar disso intensivamente.
10.Se não for possível uma supervisão intensiva de adultos, pedir às crianças que fiquem o maior tempo possível junto de outras crianças, explicando as vantagens do companheirismo.
11.Conhecer os amigos das crianças, especialmente aqueles que são mais velhos que a criança.
12.Ensinar a criança a zelar de sua própria segurança.
13.Orientar sempre as crianças sobre opções do que fazer caso percebam más intenções de pessoas pouco conhecidas ou mesmo íntimas.
14.Orientar sempre as crianças para buscarem ajuda com outro adulto quando se sentirem incomodadas.
15.Explicar as opções de chamar atenção sem se envergonhar, gritar e correr em situações de perigo.
16.Orientar as crianças que elas não devem estar sempre de acordo com iniciativas para manter contacto físico estreito e desconfortável, mesmo que sejam por parte de parentes próximos e amigos.
17.Valorizar positivamente as partes íntimas do corpo da criança, de forma que o contacto nessas partes chame sua atenção para o fato de algo incomum e estranho estar acontecendo.
ABUSO SEXUAL INTRAFAMILIAR
AGRESSOR
No.
%
PAI
77
52
PADRASTO
47
32
TIO
10
8
MÃE
4
4
AVÔ
3
2
PRIMO
2
1
CUNHADO
2
1
TOTAL
145
100

ABUSO SEXUAL EM CRIANÇAS E ADOLECENTES

O dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração sexual de crianças e adolescentes. Dos tipos de violência praticada contra o ser humano, a violência sexual é, com certeza, o delito menos denunciado em nossa sociedade.O abuso sexual é uma das formas de violência domestica contra crianças e adolescentes. Muitas vezes não deixa marcas físicas, porém marca a criança ou adolescente para o resto da vida. Daí o diagnóstico ser extremamente difícil. O abuso sexual intrafamiliar geralmente tem início muito cedo, caracterizando-se por ser um ato progressivo, podendo chegar à adolescência com sequelas psicológicas seríssimas.O Estatuto da Criança e do Adolescente (lei 8069 de 13 de julho de 1990) é bem claro no seu artigo 245 quando fala da obrigação de o médico, professor ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus tratos contra criança ou adolescente. O ECA já entrou no período da adolescência porém ainda engatinha com relação à notificação por parte dos profissionais de saúde. Os entraves têm algumas explicações: os profissionais de saúde, em sua maioria tendem a compreender a violência doméstica e sexual como um problema que diz respeito à segurança pública e à Justiça e não um problema de assistência médica, um problema de saúde pública.Apenas como registro, cerca de 10% das crianças que dão entrada em serviços de urgência/emergência por trauma, são vítimas de maus-tratos. Se não houver um acompanhamento multidisciplinar posterior, 5% delas provavelmente morrerão nas mãos dos agressores. Outro dado que nos obriga a uma reflexão: estatisticamente, cada criança que morre vítima de maus tratos já passou por mais de cinco atendimentos em salas de urgência/emergência pela mesma causa, quando o diagnóstico e o tratamento poderiam ter evitado sua morte. O que realmente acontece é o mais completo desconhecimento por parte de uma grande maioria dos profissionais de saúde e dos professores do ECA.Por parte do governo, em seus três níveis, não há uma decisão política concreta na qualificação técnica dos profissionais de saúde e dos professores, resultando numa falta de conscientização e sensibilização desses profissionais em relação à gravidade do problema. Acrescente-se ainda a falta de consciência social, não aceitando como obrigação a notificação da suspeita e confirmação desses casos.O medo de assumir o papel de denunciante,o receio de sofrer retaliação por parte dos possíveis agressores ou da família denunciada contra bens, contra a família ou contra si, receio de ser convocado para depor durante o período das investigações ou em juízo, temor de comparecer ao tribunal para esclarecimentos e, principalmente, por falsa denúncia, são alguns dos fatores que entravam a notificação de tais casos, levando a uma subnotificação dos mesmos.Especificamente com relação ao abuso sexual, os estudos mostram que ele acontece em todas as classes sociais e independe do nível cultural dos envolvidos. O impacto do abuso sexual pode acontecer a curto e longo prazos.A curto prazo pode-se observar um comportamento sexualizado por parte da criança e do adolescente, além de apresentar medos, pesadelos, depressão, isolamento, agressão, problemas escolares, fuga de casa, tentativa suicida. A longo prazo, pertubação no sono, problemas com relacionamento sexual, prostituição, promiscuidade, uso de drogas, obesidade, gravidez precoce, etc.O acompanhamento é necessariamente feito por uma equipe multidisciplinar formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais, advogados, juízes, etc. A lição que fica desses casos de violência, seja ela física, sexual, psicologica e negligência, é que se dê a devida importância às medidas preventivas, com enfoque direto sobre a família.Vivemos uma época de reconhecimento de que devemos lutar por uma cultura da não violência e isso tem que começar pela instituição família, pois investir nas crianças é a forma mais correta de prevenir a violência.

ASMA

Asma pode aumentar os riscos da gripe suína, alertam especialistas
Pessoas que têm asma ou outra doença respiratória apresentam maior risco de desenvolver as complicações da gripe suína, doença que aflige a população mexicana e têm se alastrado para outros países do mundo, segundo pneumologistas americanos.
“Assim como outros vírus influenza, esse vírus (H1N1) tipicamente ataca o trato respiratório. Então, se você tem uma condição respiratória crônica, como asma, o caso pode ficar pior, exacerbando sua asma”, explicou o médico Thomas B. Casale, vice-presidente executivo da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia.

Por isso, os especialistas destacam a importância de as pessoas com problemas respiratórios estarem ainda mais atentas aos sintomas da gripe suína, mas sem entrarem em pânico. “Qualquer indivíduo exibindo os sinais da gripe suína deve chamar seu ou sua médica para discutir seus sintomas”.

Os sintomas da gripe suína – que tinha, até a noite de ontem, casos confirmados em nove países – incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. E algumas pessoas com a doença tiveram coriza, garganta seca, náusea, vômito e diarreia.

A descoberta dos sintomas mais cedo é fundamental para a eficácia do tratamento com drogas anti-virais. Segundo especialistas, esses medicamentos podem não funcionar se administrados mais de 48 horas depois da contaminação. E a expectativa é que uma vacina para uso humano contra a gripe suína esteja disponível em seis meses.

CÂNCER DE PRÓSTATA

Câncer de próstata: Associação Americana de Urologia confirma a eficácia do teste de PSA
RIO - A Associação Americana de Urologia (AUA, na sigla em inglês) divulgou hoje as novas indicações do teste do antígeno prostático (PSA), em uma tentativa de colocar um ponto final sobre a utilidade do exame na detecção precoce do câncer de próstata. Em março, dois estudos conflitantes, um europeu e outro americano, não conseguiram chegar a uma conclusão sobre a importância do teste para a saúde masculina.
Porém, para os urologistas da AUA, assim como para os especialistas da Sociedade Brasileira de Urologia, o exame deve continuar sendo feito em homens a partir dos 40 anos e em idosos com expectativa de vida maior que 10 anos. Segundo os especialistas americanos, apesar de estudos recentes terem questionado o PSA, o teste ainda é um importante aliado na detecção precoce do câncer e, quando feito com indicação do médico, pode ajudar a definir as melhores formas de tratamento da doença. "O câncer de próstata vem em várias formas, algumas mais agressivas, outras mais brandas. A mensagem principal desta revisão feita pela Associação Americana de Urologia é a de que o teste é uma ferramenta importante no diagnóstico e na escolha do tratamento do câncer, e o momento certo de fazer o exame deve ser uma decisão tomada em conjunto com especialistas de confiança", divulgou em nota o urologista Peter Carroll, um dos conselheiros da associação e um dos coordenadores do estudo. A íntegra das recomendações pode ser encontrada no site da entidade.