quinta-feira, 30 de julho de 2009
O que é leucemia
A palavra leucemia.
refere-se um grupo de cânceres que afetam as células brancas do sangue. Leucemia se desenvolve na medula óssea, a qual produz três tipos de células sanguíneas:1. Células vermelhas que contêm hemoglobina e são responsáveis por transportar oxigênio pelo corpo.2. Células brancas que combatem infecções.3. Plaquetas que auxiliam a coagulação sanguínea.
caracteristicas
Leucemia é caracterizada pela produção excessiva de células brancas anormais, superpovoando a medula óssea. A infiltração da medula óssea resulta na diminuição da produção e funcionamento de células sanguíneas normais. Dependendo do tipo, a doença pode se espalhar para os nódulos linfáticos, baço, fígado, sistema nervoso central e outros órgãos e tecidos, causando inchaço na área afetada.
Sintomas da leucemia
Danos à medula óssea resultam na falta de plaquetas no sangue, as quais são importantes para o processo de coagulação. Isso significa que pessoas com leucemia podem sangrar excessivamente. As células brancas do sangue, que estão envolvidas no combate a agentes patogênicos, podem ficar suprimidas ou sem função, colocando o paciente sob risco de infecções.
Já a deficiência de células vermelhas ocasiona anemia, a qual pode causar falta de ar e fadiga.
Pode ocorrer dor nos ossos ou articulações por causa da extensão do câncer a essas áreas.
Dor de cabeça e vômito podem indicar que o câncer disseminou-se até o sistema nervoso central.
Em alguns tipos de leucemia pode os nódulos linfáticos podem ficar dilatados.
Todos esses sintomas podem também ser atribuídos a outras doenças.
Para o diagnóstico é preciso fazer teste de sangue e biópsia da medula óssea.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
A pneumonia é
A pneumonia é um processo infeccioso dos pulmões que leva à inflamação dos alvéolos parte do corpo responsável pela renovação do oxigênio no sangue.
Seus sintomas são: a febre alta, fraqueza e mal-estar. Dependendo do tipo de pneumonia transmitida por bactéria ou por vírus , pode causar também calafrios, tosse, dor no ouvido e na garganta, além de olhos lacrimejantes. Febre alta, fraqueza e mal-estar são os mais comuns. Na pneumonia bacteriana causada por bactéria , além desses sinais há calafrios, dor torácica e tosse forte, com muito catarro.
Receitas de remédios caseiros para o tratamento da pneumonia:
+ O xarope de beterraba (corta uma beterraba crua em fatias, põe num prato e cobre com açúcar mascavo, deixe por pelo menos uma noite e depois dê o xarope para ao doente1 a 2 colheres de café, várias vezes por dia).
+ Chá de alho (O gosto é horrível, mas funciona,)
mel com limão
leite morno com mel
café com manteiga derretida
+ Chá de Alcaçuz ( Glycyrrhiza glabra L)
Para que serve: contém asparagina, inositol e terpenos. É benéfico para bronquites, pois aumenta a fluidez do muco dos pulmões e tubos brônquicos. Em caso de câncer, estimula a produção de interferon, que ajuda nas defesas do organismo, principalmente contra o câncer de estômago.
Partes utilizadas: raízes.
Modo de usar: chá por decocção, de 20g das raízes para meio litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia.
+ Chá para Bronquites e Asma
Chá de Eucalipto (Eucalyptus globulus labyll)
Para que serve: o eucalipto contém taninos, cineol, pinenos e sesquiterpenicos. A eles se devem suas propriedades expectorantes, balsâmicas, anti-séptica e bronco-dilatadoras. É considerada a planta mais efetiva contra bronquites, asmas e problemas das vias respiratórias.
Partes utilizadas: folhas e óleo.
Modo de usar: uso interno – chá por infusão de 4 folhas em um copo de água fervente, abafar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras ao dia, adoçadas com mel (se for diabético, não adoce). Uso externo: em uma vasilha com água fervente, coloque várias folhas de eucalipto e deixe no quarto de dormir. Pode-se adicionar gotas (30ml) de óleo de eucalipto. Desobstrui as vias respiratórias e facilita a expulsão dos mucos bronquiais.
+ Chá Balsâmico e Expectorante
Chá de Guaiaco (Guaiacum officinale L)
Para que serve: contém guaicol e saponina. É balsâmico, expectorante e indicado em todos os problemas do aparelho respiratório e de pressão alta.
Partes utilizadas: pedaços da madeira.
Modo de usar: chá por decocção de 20g de pedaços de madeira, em meio litro de água. Tomar duas a 3 xícaras ao dia.
+ Chá Descongestionante Pulmonar
Chá de Canforeira (Cinnamomum canfhora L. Steb)
Para que serve: contém cetonas, borneal, estimula centros nervosos da respiração e da atividade cardíaca, aumentando a freqüência e a profundidade da respiração e tonificando o coração. Usado em casos de bronquites, lipotimias, arritmias e hipotensão.
Partes utilizadas: pó de cânfora e essência.
Modo de usar: uso interno – chá por infusão de 1g de pó em meio litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia. Uso externo – loção com álcool canforado – passar no peito (é absorvido pela pele).
+ Chá de Gengibre ( Zingiber officinale)
Para que serve: contém óleos essências, com diversos terpênicos, gingerol e cineol. Radialistas, advogados, professores, cantores e profissionais que usam muito a voz, podem encontrar um no gengibre um excelente aliado, importante para recuperar e mesmo curar as inflamações na garganta. Age em diversas infecções respiratórias como catarros bronquiais, irritações na garganta, tosse seca e irritativa. Facilita a eliminação da mucosidade das vias respiratórias e a circulação das pernas.
Partes utilizadas: rizoma.
Modo de usar: chá por decocção – 5g de rizoma em dois copos de água. Tomar durante o dia e adoçar com mel.
+ O Chá da flor que tem poder Antitussígeno e Antiinflamatório
Chá de Violeta (Viola odorata L)
Para que serve: a violeta comum tem pétalas delicadas e são belíssimas. A violeta é uma das plantas peitorais mais utilizadas no combate às afecções respiratórias. Ela contém saponinas, que fluidificam as secreções bronquiais, descongestionando os brônquios, devido às mucilagens, é béquica (antitussígena).
Partes utilizadas: folhas e flores.
Modo de usar: chá por infusão de 10g das folhas e flores para 250mg de água fervente. Adoçar com mel e tomar duas xícaras ao dia.
+ O Chá que é um Excelente Peitoral e acaba com a Toss
Chá de Tanchagem (Plantago major L)
Para que serve: a tanchagem ou tansagem, contém mucilagem, tanino e aucuboside, que possuem propriedades expectorantes, béquicas, hemostáticas e antiinflamatórias. Ótima para bronquites agudas e crônicas, catarros, asma, ela fluidifica as secreções facilitando sua eliminação, além de desinflamar a mucosa branquial e acalmar a tosse.
Partes utilizadas: folhas e raízes.
Modo de usar: chá por infusão das folhas – 20g para ½ litro de água fervente. Abafar por 10 minutos. O chá da raiz deve ser feito por decocção, deixando-a ferver por 3 minutos. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia e adoçar com mel.
Extraído dos Livros – “50 Chás Campeões de Saúde” vol. 1 e 2.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Endometriose: inimiga misteriosa
O que é endometriose?
Por que a endometriose aparece?
Quais são os sintomas da endometriose?
Como diagnosticar a endometriose?
Como tratar a endometriose?
Práticas alternativas podem ajudar no tratamento da endometriose?
Onde buscar ajuda?
Se você nunca ouviu falar na doença, fique ligada. A endometriose, que já atinge uma em cada dez mulheres, é silenciosa e pode até acabar com o sonho da maternidade
O período menstrual sempre foi uma tortura para a paulistana Cássia Ribeiro, 37 anos. “Passava tão mal com as cólicas que não conseguia sair da cama. Cheguei a faltar muitas vezes no trabalho”, conta. Diante do desconforto, seu ginecologista investigou o problema e detectou a doença em estágio inicial. Já a paulistana Márcia Neves, 33 anos, nunca se queixou das dores mensais para o seu ginecologista. “Sentia uma dorzinha no primeiro dia da menstruação, mas achava normal”, lembra. Depois de várias tentativas fracassadas para engravidar, veio a surpresa: endometriose severa. Os órgãos internos de Márcia, como ovário, trompas e intestinos, estavam com aderência e com a funcionalidade comprometida.Assim como Cássia e Márcia, cerca de 6 milhões de brasileiras possuem o problema, que pode apresentar tanto dores alarmantes como ser silencioso. Segundo o professor Cláudio Crispi, especialista em endometriose e coordenador do Serviço de Endoscopia Ginecológica do Instituto Fernandez Figueira/Fiocrux, a doença é conhecida há muitos anos, mas a grande dificuldade sempre foi obter o diagnóstico correto. Normalmente, a mulher descobre o problema dez anos depois, já em estágio avançado. Esse é o maior drama, pois a pior consequência é a infertilidade, que muitas vezes acaba com o sonho da maternidade. Quer mais motivos para ficar atenta? Informe-se sobre o assunto e fique esperta aos sinais do seu corpo.
A praga do HPV
• Enquete: Você usa preservativo?• Ops não é bem assim!• Pílula do dia seguinte
Todo ano, cerca de 230 mil mulheres morrem no mundo vítimas do câncer no colo do útero. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 18 mil novos casos serão diagnosticados em 2008. E, para o surgimento desse tipo de câncer, é necessário que a vítima tenha sido infectada pelo papiloma vírus humano, o famigerado HPV. Sim, ele é o vilão da história. Um vilão potente, uma vez que existem mais de 100 tipos, e silencioso, já que os mais perigosos não apresentam sintomas. Apesar dos números assustadores, mantenha a calma. Não é porque você recebeu um diagnóstico positivo que vai ter câncer uterino. Na verdade, aproximadamente 0,5% das mulheres contaminadas desenvolvem o tumor. “O HPV assusta porque origina o câncer. Mas, ao mesmo tempo, poucos casos evoluem até a doença, principalmente quando há acompanhamento médico”, afirma Neila Góis Speck, ginecologista e chefe do Ambulatório de Colposcopia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mesmo não evoluindo para o câncer, o HPV pode provocar verrugas que começam microscópicas, mas crescem a ponto de desfigurar a vagina, portanto devem ser tratadas com rapidez. A maioria das infecções por HPV é caracterizada como transitória. “Cerca de 90% dos casos são resolvidos sem maiores complicações”, diz Luisa Lina Villa, chefe do grupo de virologia e membro titular do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo. Prevenção é a solução Uma vez que a doença é transmitida sexualmente, ter relações com camisinha é, sem dúvida, a melhor forma de se cuidar. “O uso do preservativo reduz os riscos de contaminação em 80% dos casos. Mas a segurança não é total porque ele protege apenas dos vírus que estão no pênis e, às vezes, o HPV aparece na bolsa escrotal”, diz Neila. Contato manual e oral também podem provocar a contaminação, embora esses tipos de contágio sejam mais raros. O que os médicos percebem é que, na maioria das vezes, se adquire o HPV após dois ou três anos do início da vida sexual. Em muitos casos, o próprio organismo dá conta de eliminar o vírus. Outras vezes, ele pode ficar muitos anos sem se manifestar. Por isso, é importante fazer um acompanhamento ginecológico desde que se inicia a vida sexual. E a partir dos 30 anos é necessário redobrar os cuidados, pois o sistema imunológico começa a enfraquecer e o vírus causa lesões de maior gravidade no colo do útero.
Hormônios: aprenda a dominá-los
por Gabriela Cupani foto Caio Melo
tiquetaque hormonal
Nosso organismo tem um tipo de relógio interno, que controla quando cada função deve acontecer ao longo do dia. É esse tiquetaque que nos deixa sonolentos à noite, avisa que está na hora de acordar pela manhã e faz a barriga roncar perto do almoço... Esses ponteiros internos também comandam a produção de cada hormônio
De manhã
É o pico da produção de cortisol, hormônio que controla a assimilação dos nutrientes, função essencial para garantir o pique no dia-a-dia. Sob efeito do stress, é acionado fora de hora, ultrapassando as doses normais. “E o problema é que vivemos em stress crônico”, lembra o endocrinologista Filippo Pedrinola.Em excesso: abre o apetite e aumenta os estoques de gordura porque estimula a produção de células gordurosas especialmente no abdômen. Também altera o metabolismo da insulina, outro hormônio engordativo (entenda melhor no quadro abaixo). Sinais da oscilação: rosto em forma de lua cheia, gordura nas “saboneteiras”, no tronco (com braços e pernas fi nas) e na barriga, onde surgem estrias arroxeadas.Como restabelecer o equilíbrio: invista em técnicas para administrar a tensão, como meditação, ioga e atividade física. Vegetais verde-escuros, carnes magras e grãos integrais, ricos em vitaminas do complexo B, equilibram o sistema nervoso, o que reduz o stress.
À noite
É durante o sono profundo que o organismo produz o hormônio do crescimento (GH), que infl ui muito na vitalidade. Entre outras funções, aumenta a massa muscular e preserva a musculatura, além de quebrar as moléculas de gordura para transformá-las em energia, o que ajuda a manter o peso. Se a produção está comprometida: há perda de massa magra e você vai engordar.Sinais da oscilação: ganho de peso e cansaço.Como restabelecer o equilíbrio: nada como uma boa noite de sono. Preste atenção à sua disposição pela manhã. Se acorda bem disposta, é de sinal que dormiu o necessário, mesmo que fuja das oito horas médias recomendadas. Ir para a cama antes das 23 horas também garante maior efi ciência do GH, já que esse hormônio entra em ação por volta da 1 hora da manhã.
Na hora das refeições
A insulina é especialmente acionada depois das refeição, pois é ela que empurra a glicose da comida para dentro das células, garantindo a energia necessária ao funcionamento de todo o organismo.Em excesso: causa uma sensação de fome mesmo quando se está bem alimentado. Quando há muita insulina na circulação, cai o nível de açúcar no sangue, levando a um ciclo vicioso de comer demais. Também facilita o estoque de gordura, pois também estimula a produção de células gordurosas.Como restabelecer o equilíbrio: evite os jejuns prolongados (coma a cada três horas). Ficar muito tempo sem comer leva a picos de hipo e hiperglicemia, disparando a produção de insulina. Para manter a insulina sob controle, reduza o consumo de carboidratos refi nados (doces, pães, bolos, biscoitos e macarrão feitos com farinha branca) e coma mais alimentos ricos em fi bras solúveis (maçã, aveia e feijão), que fazem o corpo absorver mais devagar o açúcar, segurando o apetite.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Doença de Parkinson
A doença de Parkinson ou mal de Parkinson é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na gênese da doença.
A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina.
É possível que a doença de Parkinson seja devida a defeitos sutis nas enzimas envolvidas na degradação das proteínas alfanucleína e/ou parkina (no Parkinsonismo genético o defeito é no próprio gene da alfanucleína ou parkina e é mais grave). Esses defeitos levariam à acumulação de inclusões dessas proteínas ao longo da vida (sob a forma dos corpos de Lewy visiveis ao microscópico), e traduziriam-se na morte dos neurónios que expressam essas proteínas (apenas os dopaminérgicos) ou na sua disfunção durante a velhice. O parkinsonismo caracteriza-se pela disfunção ou morte dos neurónios produtores da dopamina no sistema nervoso central. O local primordial de degeneração celular no parkinsonismo é a substância negra, presente na base do mesencéfalo.
Índice
1 Epidemiologia
2 Manifestações clínicas
3 Anatomia patológica
4 Referências
5 Diagnóstico
Epidemiologia
Nos Estados Unidos, a prevalência da Doença de Parkinson é de 160 por 100.000 pessoas, embora esteja aumentando. Há mais de um milhão de sofredores só nesse país. Noutros países desenvolvidos a incidência é semelhante.
A idade pico de incidência é por volta dos 60 anos, mas pode surgir em qualquer altura dos 35 aos 85 anos.
O Mal de Parkinson é uma doença que ocorre quando certos neurônios morrem ou perdem a capacidade. A pessoa com Parkinson pode apresentar tremores, rigidez dos músculos, dificuldade de caminhar, dificuldade de se equilibrar e de engolir. Como esses neurônios morrem lentamente, esses sintomas são progressivos no decorrer de anos.
Manifestações clínicas
A DP é caracterizada clinicamente pela combinação de três sinais clássicos: tremor de repouso, bradicinesia e rigidez. Além disso, o paciente pode apresentar também: acinesia, micrografia, expressões como máscara, instabilidade postural, alterações na marcha e postura encurvada para a frente.
Os sintômas
Normalmente começam nas extremidades superiores e são normalmente unilaterais devido à assimetria da degeneração inicial no cérebro.
A clínica é dominada pelos tremores musculares. Estes iniciam-se geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois nos outros membros. Tende a ser mais forte em membros em descanso, como ao segurar objetos, e durante períodos estressantes e é menos notável em movimentos mais amplos. Há na maioria dos casos mas nem sempre outros sintomas como rigidez dos músculos, lentidão de movimentos, e instabilidade postural (dificuldade em manter-se em pé). Há dificuldade em iniciar e parar a marcha e as mudanças de direção são custosas com numerosos pequenos passos.
O doente apresenta uma expressão fechada tipo máscara sem demonstar emoção, e uma voz monotônica, devido ao deficiente controle sobre os músculos da face e laringe. A sua escrita tende a ter em pequeno tamanho (micrografia). Outros sintomas incluem deterioração da fluência da fala (gagueira), depressão e ansiedade, dificuldades de aprendizagem, insônias, perda do sentido do olfacto.
O diagnóstico
È feito pela clínica e testes musculares e de reflexos. Normalmente não há alterações nas Tomografia computadorizada cerebral, eletroencefalograma ou na composição do líquido cefalorraquidiano. Técnicas da medicina nuclear como SPECTs e PETs podem ser úteis para avaliar o metabolismo dos neurónios dos núcleos basais.
Por outro lado, os sintomas cognitivos, embora comumente presentes na DP, continuam a serem negligenciados no seu diagnóstico e tratamento[2]. Existem evidências de distúrbios nos domínios emocional, cognitivo e psicosocial[3], destacando-se: depressão[4], ansiedade[5]; prejuízos cognitivos[6] e olfatórios[7]; e, em particular, a demência na DP [8]. A incidência de demência na DP é seis vezes maior do que na população geral, e a prevalência varia entre 10% a 50%[9]. Ela é caracterizada por redução ou falta de iniciativa para atividades espontâneas; incapacidade de desenvolver estratégias eficientes para a resolução de problemas; lentificação dos processos mnemônicos e de processamento global da informação; prejuízo da percepção visuoespacial; dificuldades de conceitualização; e, dificuldade na geração de listas de palavras[10]. O reconhecimento precoce destes sintomas e seu tratamento são fatores cruciais para uma melhor abordagem clínica da DP[11].
Anatomia patológica
Macroscopicamente, há palidez da substância negra e do locus ceruleus.
Microscópicamente, há perda de neurónios com proliferação das células gliais. Os neurónios afectados remanescentes apresentam característicos corpos de Lewy, inclusões citoplasmáticas eosinofílicas (absorvem o corante eosina) constituídas por alfanucleína e parkina, além de outras proteínas.
